por Marcone Ferreira
Contextualização:
Freud vem da tradição do romantismo alemão do final do século XIX, por isso o simbolismo empregado. Nietsche é outro representante desse romantismo. O texto é denso, pessimista, com características de um período guerras.
Alemanha se unificando, isso que pode se chamar de psicose de massa. Também presente na religião. Impulso para agressão que é domado. Enquanto Freud é um “sedutor”, Lacan é “barra”, necessitando de um movimento forte para compreensão.
Consideração da possibilidade de visão não pessimista do texto. Convite ao realismo.
Causas do mal-estar?
Por que falar do amor? Porque as outras são impossíveis. (1)
Nós temos um gene da maldade?
Entrada na linguagem que já produz o mal-estar. O que traz o mal-estar é a entrada na linguagem e o rompimento com a natureza.
Essa agressão não é inata. Por que?
A maioria acha que o texto sugere que é.
Chamada para leitura do termo “instinto” como “pulsão”.
Inclinação da agressão como pulsão de morte. Ela é originária. De onde vem? Das relações/relacionamentos sexuais. Desde tenra idade a criança estabelece relação onde não é tudo permitido. As relações não são benévolas. É uma relação ambivalente. A maneira como ela se estabelece inscreve a agressividade.
A mãe é referência agressiva. Há uma interdição ao desejo da criança.
Por que pulsional? Porque cada um responde de um modo. É uma posição única, pessoal. (2)
Relembrando, relações sexuais não têm, necessariamente, que ser sexuais. São relações sociais onde se obtém prazer com o corpo do outro.
Seriam as mulheres fontes de mal-estar?
Fora a misoginia freudiana, o que representam as mulheres nesse texto?
Resgate/recuperação do amor, demanda de amor. No texto, Eros. Ela faria amálgama entre sujeito/objeto. Mas de que se alimenta a civilização? Esse Eros na verdade seria carcomido. Amor inibido em sua finalidade
O importante é que haverá conflito: se retirada energia/libido algo acontecerá.
Invés de caminhar ao Eros platônico, Eros “verdade”, a civilização se voltará contra si mesma.
A agressividade tem sentido anal. Anal-sádica (anal-primária). Constitui a base para as relações das pessoas.
Crítica à sociedade européia. Como uma sociedade tão avançada pode fazer guerra. Freud marcado pela sua história.
“Vida sexual do homem involuindo” (3). Natureza própria de uma função que não é fisiológica. Algo próprio da constituição nos negaria a felicidade plena. Anúncio da função do superego, do mecanismo/dispositivo civilizatório do superego.
Na relação com o outro é que existe possibilidade de felicidade. Ele próprio desconstrói o argumento.
A sublimação, os traços anal-sádicos e a renúncia pulsional estão dados. Estamos aqui trabalhando. O trabalho não é sublimação, mas é necessário. Se sei que é ilusão, como continuar vivendo?. Não há saída?
Há muitos caminhos, mas nenhum com segurança.
Ele enfatizou a religião como aposta felicidade. Outra possibilidade a ciência.
Mas não vivemos excesso tudo? Quando ele fala Ioga, não a temos como saída pronta?
Não temos maneiras infladas de felicidade?
Hoje se compram kits de felicidade. Esgotamento das possibilidades.
“Pensar Freud como pensador da desilusão é uma ilusão”.
Faça sua verdade valer como contraponto a algumas possibilidades de lidar com a desilusão.
Possibilidade de aprender com as desgraças não seria dar caráter muito humanista?
Método de felicidade: as ilusões.
Não há algo no coração que poderia surgir? O homem possui um gene da bondade?
A mãe é referência agressiva. Há uma interdição ao desejo da criança.
Por que pulsional? Porque cada um responde de um modo. É uma posição única, pessoal. (2)
Relembrando, relações sexuais não têm, necessariamente, que ser sexuais. São relações sociais onde se obtém prazer com o corpo do outro.
Seriam as mulheres fontes de mal-estar?
Fora a misoginia freudiana, o que representam as mulheres nesse texto?
Resgate/recuperação do amor, demanda de amor. No texto, Eros. Ela faria amálgama entre sujeito/objeto. Mas de que se alimenta a civilização? Esse Eros na verdade seria carcomido. Amor inibido em sua finalidade
O importante é que haverá conflito: se retirada energia/libido algo acontecerá.
Invés de caminhar ao Eros platônico, Eros “verdade”, a civilização se voltará contra si mesma.
A agressividade tem sentido anal. Anal-sádica (anal-primária). Constitui a base para as relações das pessoas.
Crítica à sociedade européia. Como uma sociedade tão avançada pode fazer guerra. Freud marcado pela sua história.
“Vida sexual do homem involuindo” (3). Natureza própria de uma função que não é fisiológica. Algo próprio da constituição nos negaria a felicidade plena. Anúncio da função do superego, do mecanismo/dispositivo civilizatório do superego.
Na relação com o outro é que existe possibilidade de felicidade. Ele próprio desconstrói o argumento.
A sublimação, os traços anal-sádicos e a renúncia pulsional estão dados. Estamos aqui trabalhando. O trabalho não é sublimação, mas é necessário. Se sei que é ilusão, como continuar vivendo?. Não há saída?
Há muitos caminhos, mas nenhum com segurança.
Ele enfatizou a religião como aposta felicidade. Outra possibilidade a ciência.
Mas não vivemos excesso tudo? Quando ele fala Ioga, não a temos como saída pronta?
Não temos maneiras infladas de felicidade?
Hoje se compram kits de felicidade. Esgotamento das possibilidades.
“Pensar Freud como pensador da desilusão é uma ilusão”.
Faça sua verdade valer como contraponto a algumas possibilidades de lidar com a desilusão.
Possibilidade de aprender com as desgraças não seria dar caráter muito humanista?
Método de felicidade: as ilusões.
Não há algo no coração que poderia surgir? O homem possui um gene da bondade?
Aeroporto, corpo, relações, a sociedade evolui?
Como pensar a natureza se estou nela, a defendê-la, e ela está contra mim?
Eu querer salvar a natureza é uma saída narcísica pelo espetáculo?
Alteração da posição quadrúpede do homem incentivando a diferença (possibilidade de ver a distância). O excesso do ver como informação que cerceia a própria visão. Exemplo beleza.
Esquizo do olho e do olhar. Se hoje tudo pode ser visto, não falta o que não pode ser visto.
Demarcação de uma ética do nosso tempo: mais que uma ética é o uso que dela se faz, remontando a virgindade como espetáculo.
A ilusão não é uma condição para estarmos em civilização? Só existiria civilização pagando esse preço. O homem se inventa e se toma como objeto e falta o significante exato, ele se perde na busca e/ou alcança uma resposta mínima na ilusão. O mal-estar como efeito dessa ilusão. O objeto do fantasma como o que movimenta o homem.
Ilusão como constituinte fundamental da civilização: analogia com a estruturação da neurose. “Sendo barrado, recalcado, não restaria ao sujeito neurótico a fantasia/ilusão?”.
Notas:
O agrupamento em blocos foi uma tentativa de dar coerência às discussões que surgiram em sala. Em alguns momentos houve ruptura de uma linha de raciocínio em detrimento de outra proposta.
(1) – referência às causas de infelicidade: nosso corpo, mundo externo e relações com o outro. Essa última como fonte privilegiada de sofrimento.
(2) – referência ao movimento característico da pulsão. Desloca-se visando satisfação.
(3) – aos que fizeram a leitura do texto a partir do arquivo eletrônico, há uma nota de rodapé de mais de uma página e que aponta direções importantes na leitura desse trecho.